2019-05-31
Mercado fotovoltaico europeu reanima com alavanca alemã
David Alvito

A Alemanha foi o país europeu com mais instalações fotovoltaicas instaladas em 2018, dando um novo impulso ao posicionamento do Velho Continente no sector, que registou 7,6 GW (gigawatts) de nova capacidade instalada na Europa. Estas são algumas das conclusões do Photovoltaic Barometer 2019, publicado pelo EurObserv’ER, um consórcio dedicado à monitorização do desenvolvimento e implementação dos vários sectores de energias renováveis na União Europeia.

 

De acordo com o documento agora divulgado, o mercado germânico foi aquele que mais potência adicionou ao seu parque fotovoltaico, com mais 2,9 GW, quando, em 2017, registou apenas 1,6 GW. Logo de seguida, vem a Holanda, com 1,3 GW instalados, uma subida substancial relativamente a 2017 (845 megawatts - MW). Quanto a Portugal, segue a sua trajectória ascendente, passando dos 72,2 MW instalados em 2017 para os 86 MW registados em 2018.

 

Ainda segundo o EurObserv’ER, até ao final de 2018, o mundo apresentava uma capacidade de mais de 500 GW de energia fotovoltaica instalada, sendo que aproximadamente 100 GW correspondem a nova capacidade instalada em 2018. Destaque para o continente europeu que absorveu 7,6 GW desses 100 GW, o que demonstra, de certa forma, um renascer do espírito fotovoltaico, depois de, em 2017, termos assistido a um certo no sector.

 

Para o EurObserv’ER, esta tendência de subida a nível europeu fica a dever-se à diminuição do preço dos painéis fotovoltaicos e à publicação regular de leilões nos principais mercados a nível europeu, como são os casos de Alemanha, Holanda e França.

 

Em termos globais, a China voltou a assumir a dianteira no sector. No que se refere a nova capacidade instalada, o país mais populoso do mundo contabilizou 44,4 GW em 2018. Logo atrás seguem a Índia, com 10,8 GW, os Estados Unidos (10,6 GW), Japão (6,5 GW) e Austrália (3,8 GW).

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